As exigências do Mundo Moderno (académicas, profissionais, pessoais) frequentemente obrigam a que os cuidados com o sono sejam relegados para segundo plano e facilmente nos podemos esquecer que dormir é uma necessidade fisiológica tal como é a alimentação. Outras vezes, a necessidade e o desejo de dormir é tão grande que pode acontecer exatamente o contrário – o sono teima em chegar. Quer a primeira situação quer a segunda podem desencadear ou ser uma manifestação de problemas de sono.A insónia é a perturbação de sono mais frequente na população adulta, em Portugal cerca de 28% dos adultos sofrem de pelo menos de um sintoma de insónia, em pelo menos três noites por semana; todavia esta patologia já atinge também um grande número de adolescentes.

A insónia traduz-se numa experiência subjetiva de sono insatisfatória relativamente à quantidade e/ou qualidade do sono e pode manifestar-se em dificuldades em adormecer, em manter-se a dormir ou em despertares precoces. Estes sintomas ocorrem normalmente em vários dias da semana, apesar de haver a oportunidade e as condições adequadas para dormir.

Geralmente causam mal-estar clínico expresso, por exemplo, em fadiga, irritabilidade, lentificação psicomotora, sonolência diurna, défices cognitivos ao nível da atenção, concentração e memória; e com repercussões no funcionamento quotidiano: profissional, académico, social ou noutras áreas.

A intervenção psicológica visa:

  • Psicoeducação do sono: fisiologia, tipos de sono e suas funções, duração e variação ao longo das diferentes fases de vida
  • Promover comportamentos de higiene do sono, tendo como finalidade extinguir fatores de manutenção da insónia
  • Identificar e desafiar crenças disfuncionais relativas ao sono
  • Identificar e descondicionar estímulos associados à cama/quarto ou ao ato de dormir
  • Ensinar técnicas de relaxamento e de mindfulness, enquanto instrumentos facilitadores na redução da ansiedade