Todos nós, de forma mais leiga ou mais douta, temos alguma ideia sobre o que versa a Psicologia. Para uns, é coisa para “doidos”, outros percebem a sua utilidade, mas afirmam serem capazes de “resolver os seus problemas”, outros há que, pelas circunstâncias da vida, decidem, de forma corajosa e em situações muito diversas, pedir a colaboração de um psicólogo. Mas afinal, de que trata a Psicologia?

“Nenhuma ideia do outro e nenhuma das minhas próprias ideias têm tanta autoridade como a minha experiência”. Carl Rogers

Etimologicamente, Psicologia provém da junção de duas palavras gregas “psyché”, que significa “alma, espírito” e “logos” que significa “estudo”. Deste modo, a Psicologia poder-se-ia definir literalmente como o “estudo da alma”. Atualmente, este termo designa a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais dos indivíduos, ou seja, a forma como a mente exerce influência sobre o corpo e vice-versa.

“Não são as pessoas e as coisas que nos contrariam; somos nós mesmos que nos contrariamos por acreditarmos que nos podem contrariar”. Albert Ellis

Em sentido lato, a Psicologia estuda a forma como pensamos, sentimos e nos comportamos tanto individualmente como em grupo.

A Psicologia Clínica, em particular, visa a promoção e manutenção da saúde e da qualidade de vida, a prevenção da doença, a avaliação e intervenção psicológica em situações de sofrimento mental:

  • Depressão
  • Ansiedade
  • Problemas de sonoPerturbações de personalidade

Ou ainda relativos à doença física:

  • Diagnóstico inicial ou diagnóstico sem perspetiva de cura
  • Confronto com a crise pessoal que a doença simboliza
  • Reconstrução da autoimagem
  • Processos de ajustamento à doença
  • Respostas emocionais e/ou à experiência de dor
  • Processos de luto

A intervenção psicológica pode também manifestar-se proveitosa para a promoção de mudanças comportamentais como, por exemplo, situações de obesidade e tabagismo.

“O sofrimento deixa de ser sofrimento quando encontra um sentido”. Viktor Frankl